Mude Seu Padrão Mental

Jonas Yakamura - Mente em Transição
Se você leu O segredo ou esteve alguma vez em meio a um grupo de pessoas com conhecimentos metafísicos, já sabe que os pensamentos criam a realidade, ou seja, que existe um poder no universo que pode curar, e que você e somente você delineia a sua vida. Infelizmente tem um probleminha aí, uma pequena armadilha.
Você não acredita nisso realmente. Não inteiramente. A maioria de nós, na verdade, está agindo com os padrões mentais dos nossos ancestrais. Acreditamos guiar a nossa vida de acordo com os nossos pensamentos e ideias brilhantes.


Acreditamos estar afirmando as nossas intenções e criando novas possibilidades, mas na verdade estamos reciclando fitas velhas, de reflexos condicionados e comportamentos automáticos, a maioria dos quais assumimos antes dos cinco anos. Somos como os cachorros de Pavlov, reagindo a padrões que escolhemos antes que tivéssemos inteligência suficiente para decidir com sabedoria o que era melhor para nós. A maioria dos pensamentos que assumimos como nossos na verdade são crenças que recebemos dos outros de forma quase imperceptível e sem nenhum questionamento. Assim corroemos os nossos pensamentos positivos em nome da nossa velha programação desencorajadora. Em outras palavras, a nossa consciência, essa força que sempre afeta a nossa realidade física, nos foi roubada.

Logo depois que me formei na universidade, arranjei um emprego e estava cuidando da minha vida, quando percebi que frequentemente pensamentos negativos sobre dinheiro estavam bombardeando a minha cabeça. Eu ficava muito preocupada me perguntando se ficaria sem dinheiro, se poderia arcar com uma bicicleta nova que eu queria comprar ou com o computador novo que eu precisava. Um dia, quando estava correndo como sempre faço de manhã, de repente entendi tudo. Aqueles pensamentos eram reproduções exatas dos comentários que a minha mãe costumava fazer quando eu era criança. E mesmo que não houvesse nenhum indício na minha vida que justificasse aqueles medos, eu os trouxe direto para a minha consciência sem nem ao menos estar ciente disso.
Não é preciso dizer que esse padrão não me fazia nenhum bem. Então, conscientemente, redefini o padrão da minha vida financeira: “Eu posso arcar com tudo que eu quero. Eu sou prospera e bem-sucedida, e nunca mais preciso me preocupar com esse tipo de problema. ” Como autônoma, também designei Deus como o CEO da minha carreira. E percebi que não havia jeito de ir em frente nessa profissão tão instável com essa rede defeituosa de pensamentos negativos que tinha trazido do meu passado. Claramente eu precisava de um novo registro energético.

Há alguns anos, decidi passar um mês na Austrália. Fiquei completamente fascinada por um quiroprático que tinha acabado de aceitar trabalhar com aborígenes lá. Perguntei-me: “Como vamos nos apaixonar um pelo outro se eu estarei no Kansas e ele a mais de 17.000 km de distância? ”. Uma olhada no meu extrato bancário teria convencido qualquer pessoa sensata que pagar uma passagem de avião de mil e quinhentos dólares para Sidney, o preço na época, estava fora de questão. Mas eu queria ir e tinha sorte de já conhecer o “Campo de Energia” que podia fazer isso acontecer.
Comecei planejando a viagem, me imaginei pegando onda em Sidney. Quero dizer, eu realmente me dediquei a construir essa imagem na minha cabeça. 
Uma semana depois, a minha editora na revista para a qual escrevo ligou. 
— Sei que está meio em cima da hora começou ela —, mas será que existe uma possibilidade de você ir para Austrália cobrir uma lua de mel? Vamos pagar bem.
— Tá bom — eu disse. — Se você insiste...

Você pode transformar a energia para curar e mudar o seu corpo. Eu estava fazendo uma caminhada com uma amiga nas planícies perto de Steamboat Springs, no Colorado. Seguíamos pela única trilha do parque, e foi então que a minha amiga torceu o pé numa pedra e caiu. Imediatamente ela começou a sentir o tornozelo inchar. Isso nem seria um problema se acontecesse na cidade, perto de uma clínica ortopédica qualquer, mas lembre-se de que estávamos a setenta minutos (isso se andássemos rápido, o que ela não podia fazer porque estava mancando) de um telefone, quanto mais de uma clínica ortopédica. Eu disse à minha amiga para ordenar ao próprio tornozelo que parasse de inchar. Então ela começou a gritar: 
— PARE DE INCHAR! ESTÁ TUDO BEM! PARE DE INCHAR AGORA! ESTÁ TUDO BEM! 
— Pode dizer isso baixinho, sem problemas — lembrei a ela. 
Fizemos isso durante todo o caminho de volta para o acampamento, e ela nem teve que ir ao médico.

Por Jonas Souza
Atraído do Livro "E-Squared"

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