Bullying - O Bem ou Mal Existe?

Jonas Yakamura - Mente em Transição
Diante de tantas coisas que vermos no mundo atualmente, como brigas, violências, problemas, drogas, tragédias ou discórdias, alguns se perguntam: “por que há tantas brigas entre o Bem e o Mal”?
O que necessariamente seria o “bem e o mal”?
Talvez você diga: Pessoas de bem são as que trazem consigo uma luz interna, cheias de amor, carinho, iluminando onde quer que passe transmitindo e compartilhando do amor, de seu afeto e humildade. Enquanto, pessoas do mal, são as que maltratam, traem, mentem, machucam, não tem coração ou são em sua maioria invejosos.


Se você pensou em algumas destas características acima, talvez esteja correto, entretanto, fazemos lhe outra pergunta: "As pessoas nascem destinadas a serem de algum lado, ou serem ruins ou serem boas umas as outras?".

Talvez sim, ou não?

Todos ao nascerem são iguais e será a convivência e tratamento que o definirá, portanto, não existe definitivamente o "Bem" ou o "Mal".
O que existem são atitudes, decisões tomadas e caminhos seguidos.
Todos somos iguais, somos seres humanos, não importando a raça, cor, sexo e idade.
Nascemos do ventre de nossas mães, sendo assim, são as escolhas, os ensinamentos e tratamentos que tornará uma criança a ser boa ou má.

Por exemplo, digamos que uma criança que receba de seus pais amor, carinho e afeto, em sua escola/colégio receba atenção, elogio e apoio e em sua vida cotidiana tenha compreensão e harmonia.
Esta criança crescerá dentro de um ambiente de amor e logo será feliz, terá mil e um sonhos, desejos e objetivos, sonhará em casar-se, formar uma família, ter filhos entre outros.

Por outro lado, imagine uma mesma criança que deste seu nascimento seja maltratada pelos seus pais, onde convive diariamente com brigas constantes entre eles, sofrendo danos morais. Uma criança que é criticada o dia todo, motivos de "brincadeira" na escola, tendo um péssimo rendimento nos estudos, recebendo zombaria, sendo atormentado dia e noite por "Bullying" de seus colegas e não tendo ajuda de seus pais na área emocional. Esta criança crescerá dentro de um ambiente escuro, frio, sombrio e logo será tomada pela raiva, inveja, ciúme, rebeldia, desejo de vingança ou suicídio.
Não terá desejo de casar-se, mas sim, de destruir, matar e ferir entre outros.

"Vendo de um lado geral é praticamente isso que ocorre, contudo, há sim aqueles que mesmo sofrendo "Bullying" não cometem atos ou maltratam de seus semelhantes, porém, estes tendem a se sentirem inferiores podendo até planejar sua própria morte considerando assim a libertação de seus sofrimentos".

Talvez você diga: "Estes meninos tiveram estudos ou pais que deram de tudo e de melhor e hoje são desta forma, violentos".
Sim, talvez este tenha recebido estudo ou tenha recebido o melhor na área material, apesar disso, sofreu/sofre Bullying na escola, pode ter crescido em uma família que lhe dava dinheiro, mas que economizava no amor e no afeto, talvez tenha vivenciado algum trauma, pânico, como: assalto, sequestro e violência como estupro e não terem contado, permanecendo com esta situação guardada dentro de si, guardando este sentimento de medo a ponto de fazê-lo crescer e se tornar a pessoa que atualmente se encontra. São todas situações que abalam nosso psicológico.

O que na verdade é o Bullying?

Esta palavra mencionada para um desentendido do assunto, poderá lhe soar como algum brinquedo ou brincadeira, entretanto, trata-se de uma palavra inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas. Sendo assim, trata-se de pessoas geralmente crianças que sofrem agressões físicas, verbais se tornando também psicológica que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.

O bullying pode ser dividido em duas categorias:

Bullying direto: Que é a forma mais comum entre os agressores masculinos (maus-tratos por outros colegas, agressão).
Bullying indireto: Mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima.

Em um modo geral, a vítima teme ao que seu/sua agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.

Da mesma forma que uma faca serve para o bem, como preparar algo para comer, "ela pode ser usada para o mal e até matar alguém".
Uma corda, por exemplo, “pode ser usada para amarrar algum objeto, brincar de pula corda, como também poderá ser usada para enforcar alguém ou se suicidar”.

PENSE: Não é o objeto que é destinado ao Mal ou o Bem, é VOCÊ que escolhe o caminho a ser seguido.

Cada atitude muda à linha da vida. Imagine uma gota de água que está escorregando no vidro, (qualquer vento ou outra gota de água em contato com ela mudará completamente seu caminho).

O mesmo ocorre com uma criança em desenvolvimento, a qual será o seu tratamento e sua convivência com fatos e situações que fará dela o sucesso ou o fracasso.

O destino pode existir, mas somos nós que determinamos nossas vidas e caminhos.

Talvez seja você este filho que sofreu na infância e hoje vive com o desejo de fazer algo “ruim” ou se sente impossibilitado de avançar em algo que deseja seguir, como metas ou sonhos. Como também, pode ser você o pai que pode estar influenciando no caminho do seu filho a seguir o lado errado da vida como; maltratar, gritar, criticar entre outros.

Como assim eu posso ser o responsável?

O bullying é universal e tanto pode ser praticado pessoalmente como virtualmente, seja ele dentro de casa ou fora, por exemplo:

Virtual: A vítima publica alguma foto, texto, vídeo na internet ou rede social e dentro de alguns minutos recebe críticas, rumores mentirosos, ameaças que contribuirá para o medo, isolamento e baixa autoestima dela, podendo se manter em silêncio não contando para seus pais ou parentes.

Dentro de Casa: Há muitas crianças que recebem o primeiro bullying diretamente de seus pais, são ameaças para estudar, não sair, são apelidos, pressões entre outros, como: "Você é gorda", "você é feio", "você não foi bem à prova? Você é um burro mesmo", "Você é um bobo e idiota".

Pode-se considerar difícil acreditar, por serem momentos tristes e sombrios, entretanto, tudo pode melhorar. E para isso acontecer, unicamente deve haver a troca de afeto, de amor e de diálogo.

O Bullying atrapalha inclusive a aprendizagem, sendo que normalmente os agressores são as crianças com maior porcentagem de reprovação, isto é, pode começar com uma ameaça de um colega ou de um apelido acabando abaixando sua autoestima, tendo um rendimento baixo nas matérias e piorando com os pais e familiares criticando ao invés de apoiar e buscar entender o porquê do baixo rendimento escolar.

Lembre-se sempre que você pode mudar sua vida e seu caminho.
Comece mudando seus pensamentos, escolha o lado melhor da vida, escolha viver feliz!
Você é especial e pode fazer outras pessoas também se sentirem especial.

Por Jonas Souza


Gostou? Compartilhe!